A liberdade tão negra, a certeza tão cinza

O passado brilha como ouro junto ao melhor de nós que ficou lá atrás.
As lembranças são nostálgicas e tudo que já foi poderia ser novamente.
Os passos de hoje são apenas atos de quem precisa caminhar, mas se lembrados amanhã, serão ilustres e darão brilho aos olhos.
Perdemos horas, dias, meses, anos...
O nosso atual momento nunca é considerado um ganho.
Ganhamos quando percebemos tardiamente que tudo foi precioso demais e, em seguida, perdemos, pois nada daquilo vai voltar.
Estamos presos a correntes.
Como soltá-las?

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Comentários
Beijos carinhosos,
Tyr!
«o mundo foge-nos, porque se transforma nele próprio»
«este coração, em mim, posso senti-lo e decido que ele existe. este mundo, posso tocá-lo e decido que ele existe. Aí pára toda a minha ciência, o resto é construção.»
Albert Camus, O Mito de Sísifo.
P.S. De todos os livros que li o que mais lições aprendi.
vivemos e temos a impressão/experiência que tudo degenera, sem volta. parece que não há perspectivas para nossas vidas a não ser tentar viver da maneira menos ruim, ou que enferruge mais devagar...
"O passado brilha como ouro junto ao melhor de nós que ficou lá atrás."
muito forte isso.
Olhe em volta, sempre e saiba que todo segundo importa. Bom ou mau. Só o são após os interpretarmos como tal.
O passado é vil, mas a memória é pior, justamente por elevar momentos ordinários que se foram à uma magnitude nostálgica... e não há muito como fugir disso.
Existem algumas certezas: um dia morreremos, somos todos solitários e o tempo vai sempre nos engolir.
beijos