BoBaGeNs


Lá fora as árvores balançam, o tempo passa e as pessoas vivem.
Aqui está tudo quieto, escuro e os pensamentos voam longe.
Tão longe quanto pode e precisa meu inconsciente que em breve contará suas versões apavorantes.
Tudo foi embora depressa e todas as espectativas também.
Foi tão tumultuoso que não deu pra ver os estragos facilmente.
E num dia assim, eles estão alí, na versão apavorante que meu inconsiente me contou.


Comentários

Renato Rios disse…
Seja o "Morcego" de Dos Anjos ou o "Corvo" de Poe, o inconsciente sempre vem à tona, como consciência e passado, como se sussurrasse insistentemente que não existe escuridão, estamos apenas de olhos fechados. Somos sombras, negrumes do passado quando a luz bruxuleia pelas janelas e toca nas paredes, criando monstros dançantes que insistem em nos assombrar...
algo assim, sabe?!
:P
Beijo
PS: que palhacinha engraçadinha vocÊ era! :P
Laurita Danjo disse…
Quando palhaça, ainda sou engraçadinha...rs...
Henrik disse…
as árvores balançam lá fora. cá dentro a tempestade empurra as entranhas para forma da epiderme. hoje sou só epiderme, contacto e explosão.
beijos.

P.S. Gostei.
Hassan, o Árabe disse…
é impressionante como a maioria dos monstros que temos de enfrentar são, digamos, caseiros... as sombras que nos apavoram existem de fato ou nossas idéias obscuras as projetam?

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