Assumindo a cor do ambiente


A chuva se aproxima.
O cheiro e os trovões anunciam sua chegada.
Tudo ficou escuro tão de repente.
Os pingos já começam a cair na janela. Tão de repente.
As coisas que acontecem tão de repente como a chuva alteram fatos que precisariam da quietude para não prejudicar.
Essas coisas deveriam ficar perdidas no esquecimento, escuro como o céu em tempos de chuva.
Me diga qual foi o momento que eu aterei?
Que movimento eu fiz para a direita ou esquerda que mudou todo o meu destino?
Talvez tenha sido uma palavra, um pensamento.
Você não conseguirá dizer com certeza a não ser que tenha passado por isso.
A ira está em minha mente. Uma ira tão suave e profunda.
Um ataque de sentidos como uma repentina mordida nas mãos ou até mesmo como a chuva, tão de repente.

Comentários

Luciana Andrade disse…
Que a chuva, então, lave sua alma e que a ira se torne mais branda. Porque andam dizendo por aí, que depois da tempestade.. Você sabe né?!
Beijos meus queridona
Renato Rios disse…
"i think it's gonna rain when I die!"
:P

Iran é um velho amigo, ex-vizinho, ex-companheiro de curso de faculdade e de linguas... só isso!
uhauhauhauh

ele chega em minha casa e pede a benção da minha mãe.. nem eu faço mais isso, mas ok!

:P
Anônimo disse…
E o q mais nos muda e muda a vida, realmente, senão o trovejar q anuncia grandes tempestades?
Luciana Andrade disse…
Bela,
espero que a chuva já tenha te lavado a alma..
bjks
Luciana Andrade disse…
Flor, espero que tenha tido uma ótima páscoa.. Nem sei se você está lendo isso aqui mas sempre passo pra te deixar beijos!
[P] disse…
Se alterou mesmo algum momento, ainda que não tenha se dado conta, já está feito, não é? E às vezes as alterações trazem boas coisas, ainda que não possamos nos dar conta disto imediatamente. Precisamos ouvir o som dos trovões para acordarmos, de vez em quando...

Um beijo, moça. Fique bem, tá?
Henrik disse…
Descobrir que microalteração se deu é como contar grãos de areia num areal...importa muito descobrir a causa só quando essa causa é crónica na doença do sentir...mas para além disso há um certo grau de ignorância que devemos manter por sanidade...e sim: deixar a água (ou o vento, ou o que quer que seja..) limpar a tua alma e esse fogo...
Hassan, o Árabe disse…
"Me diga qual foi o momento que eu aterei?"

isso me lembra teoria do caos...
soa como um arrependimento quase inconsciente.

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