Para: Ricardo Eletro, Casas Bahia, Magazine Luíza...

Eu penso que o meu trabalho não é o que eu sou.
De uma certa forma isso não é verdade.
Muitas coisas que circulam na minha cabeça são aprofundadas nas ações do meu dia-a-dia. .
No dia 16 de Março do ano passado, aconteceu uma tragédia, um estudante chamado Cho Seng matou 32 pessoas numa universidade em Virgínia, lembram disso?
Minhas razões ficam atreladas a um empresário que exigiu que a sua publicidade fosse colocada na mesma página que noticiava tal ataque.
O leitor lê esse tipo de notícia e sente a adrenalina.
Um estudante que assassinou 32 pessoas e depois se matou, no rodapé da página "Compre e pague a 1ª parcela daqui a 6 meses".
Isso fomenta vendas. Mantenha a adrenalina e as pessoas consumirão seu produto ou serviço.
Especificações Comerciais
  • Formato: 6col x 15cm - rodapé
  • Veiculação: a definir - pacote para 6 inserções / mês
  • Colocação: notícias sobre tragédias
  • Custo tabela: R$ 120.000,00*
    *base custo varejo + 30% desconto

Comentários

Hassan, o Árabe disse…
isso me lembra alguns documentários sobre sociedade e consumo... ah, veio-me a lembrança de um do michael moore, onde ele expõe a exploração comercial em cima do 11 de setembro... lastimável!

mas que fazer? os negócios não têm sentimento.
Renato Rios disse…
Tragédia vende. Violência vende. Sexo vende (sei que não era o caso, mas vende mesmo)... como disse meu amigo árabe acima, lastimável...
Vez ou outra a gente esbarra nessas questões, independente da profissão... e isso sempre me leva a pensar: que P#&&@ de mundo é esse!?
=/
Henrik disse…
Olhamos, fingindo horror, e na realidade tantos estudos explicativos para provar não sei quê e que mais...quando no fundo a coisa é até ridiculamente simples, crua, feia, há maldade no mundo, e desespero. Há injustiça. O humano, adepto feroz da reciclagem, recicla a violência, o monstruoso, o aberrante, porque no fundo da consciência, sabemo-lo bem, não somos mais que animais que falam e que criam coisas que outros não sabem, chamamos educação ao que é um simples formatar, inteligência à habilidade de manejar objectos e o mundo à nossa volta (e até o extraterrestre). Mas bem no íntimo de nós somos mais monstros do que os monstros mais desumanos que os inumanos mais animais que os animais.
Anônimo disse…
Demais, a desgraça enriquece o bolso dos outros.
Tyr Quentalë disse…
E viva a jogada de Marketing. É incrível como a desgraça, sempre prende a atenção das pessoas, para isso basta apenas observar como elas reagem no trênsito, quando passam por um acidente.

Postagens mais visitadas